Na antiga SOMA, a terapia possuía a possibilidade de desmitificar na prática o anarquismo através da autogestão. Nos anos de 1994 a 2000 foi pesquisada a pedagogia libertária, através de cursos com modelos variados e produções variadas. Em final de 2000, Rui Takeguma se afasta do Coletivo Anarquista Brancaleone, após quase 10 anos de produção com outros somaterapeutas, as diferenças se tornam maiores que as afinidades, apesar do objetivo comum de produzir a SOMA.
Em 2001, Rui Takeguma percebe que o Coletivo Anarquista Brancaleone começa a se afastar do anarquismo que acredita, com ética e solidariedade. Começam picuinhas e jogos, que fazem Takeguma denunciar via internet seu ponto de vista, o que gerou inclusive um afastamento de Roberto Freire, que optou pela ética de mentiras e, principalmente na opção pela oficialidade acadêmica do Brancaleone. Por anos, a Soma denunciou os malefícios da pedagogia autoritária, e quando Freire adoece, seus pupilos optam pelo ensino acadêmico, desistindo das práticas em pedagogia libertária.
1- Em Fevereiro de 2004, após completar 10 anos de produção em uma casa em Perdizes, ZO de SP. Damos início a uma nova etapa, em que a Somaiê não terá mais espaço próprio. A Biblioteca Roberto Freire foi dissolvida.
2- O jornal TESÃO – prazer e anarkia, pesquisa de Jornalismo em pedagogia libertária, retomado pela SOMAIÊ em 2002 com o nº zero e com novos números e proposta em 2006.
3- O Curso de Pedagogia Libertária, criado em 1994 e mantido até 2000 pela SOMA, adquire novos formatos experimentais. Atualmente com o nome de Encontros de Te&So.
3- O Grupo Anarquista Iê de Capoeira Angola que existe desde 1995, começa uma nova fase em SP no Espaço Cultural TENDAL DA LAPA.
4- O Prêmio Walter Firmo de Fotografia, desde 1997, totalizando 4 edições. Estamos finalizando um CD-rom sobre o concurso.
5 - Em SETEMBRO de 2005, Rui Takeguma melhora sua postura frente aos ambientes e começa uma nova etapa da relação SOMAIÊ com Te&So.
6 - Enquanto a SOMAIÊ é uma atividade anarquista dentro da psicologia, o Te&So vem ampliar a disseminação de idéias e produções que levam a SOMAIÊ a atuar na SOCIEDADE. A Somaiê está para o indivíduo como o Te&So está para o social & político.
Adotando a ideologia anarquista, a SOMAIÊ se propõe a facilitar a busca da liberdade a nível pessoal e social. O Socialismo libertário proposto pelo Anarquismo torna objetiva a luta contra
qualquer forma de autoritarismo, permitindo a busca da originalidade única das pessoas. O Anarquismo é hoje a única ideologia que se opõe ao capitalismo burguês, uma das principais fontes de manutenção da dominação, do autoritarismo e das injustiças sociais. Na SOMAIÊ esses mecanismos de
poder são discutidos e combatidos gerando uma dinâmica autogestiva, onde o que se busca são relações sinceras e solidárias.
Há mais de 30 anos a SOMA vem pesquisando alternativas novas no combate a qualquer forma de poder coercitivo que atue sobre o ser humano. E nos últimos anos, somente a SOMAIÊ defende o anarquismo na PRÁTICA ( a atual SOMA, praticada em algumas cidades, é coordenada
por alguns anarcopicaretas que usam as teorias de Freire, como uma forma de profissão e sobrevivência, e a praticam deformando a obra original da Somaterapia)
Desde 2000, Rui Takeguma propõe o Projeto Ravachol, somaterapia para militantes anarquistas. Desde então, alguns anarquistas ativos no esparso 'movimento anarquista' vêm se utilizando de bolsas na técnica da SOMAIÊ. Em 2004, as bolsas-produção passaram a ser disponibilizadas para 1 a cada 4 participantes do grupo de SOMAIÊ. Bolsa-produção é o pagamento da terapia não em dinheiro/espécie mas em trabalho individual ou dentro do grupo de SOMAIÊ. As bolsas beneficiam não só quem venha do 'movimento anarquista' ou da capoeira angola (Projeto M. pastinha), mas principalmente às pessoas que desejam fazer a experiência SOMAIÊ e não possuem condições financeiras.
Em 2004 foi criado o Projeto Custo Mínimo e reduzimos os custos da SOMAIÊ, inclusive aumentando os bolsistas, assim eliminamos bolsas específicas pra capoeiras e anarquistas.
Aprender a viver a pedagogia libertária é possibilitar que ela aconteça em macro-escala, numa tentativa de viver o anarquismo já, passando pelo desenvolvimento da crítica e da busca por novos conhecimentos e relações.
Cada vez mais a SOMAIÊ enfatiza a Pedagogia Libertária no processo terapêutico.
Veja texto de divulgação de 2002: 
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A finalidade social da Soma-iê adquire sua máxima sinceridade quando objetiva
claramente aos clientes que seu trabalho visa, fundamentalmente, ajudar as pessoas na liberação de sua originalidade única, de seus potenciais criativos e de sua capacidade para lutar por essa liberação no plano pessoal e social, através do enfrentamento cotidiano contra todas as
formas de autoritarismo interpessoais (no amor, no acasalamento e na família) e de Estado (pela violência e pelo medo da fome, da dor e da morte). Isto quer dizer que a Soma-iê é uma prática anarquista liberada a serviço de anarquistas aprisionados. |

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